Todo mês de outubro, o Amsterdam Dance Event reúne milhares de artistas em centenas de casas, mas a Awakenings não tenta se misturar nessa maré. O promotor simplesmente ocupa seu próprio espaço durante cinco dias e deixa o resto da ADE acontecer ao redor.
Este ano, esse espaço é o Sugar Factory, um complexo com várias salas em Halfweg normalmente usado para conferências e eventos esportivos, que a Awakenings transforma em um campus techno de 21 a 25 de outubro. Oito festas distintas, 47 artistas, um único nome por trás de tudo.
Por que as maiores noites já esgotaram?
Cinco das oito festas estão esgotadas: a noite Drumcode com Adam Beyer, a Metamorfosi liderada por Joseph Capriati, a Trip To Galaxy de Joris Voorn, o encerramento Sunday Sessions e a Prophecy by Prospa. Não é um esgotamento inflado com meses de antecedência: são cinco line-ups distintos, cada um forte o suficiente para liderar uma noite em qualquer lugar da Europa, todos convergindo para o mesmo local na mesma semana.
Jeff Mills e Ben Klock completam um cartaz construído quase inteiramente por nomes que não precisam do selo da ADE para vender ingressos. A Adriatique ocupa uma das poucas vagas que ainda têm disponibilidade.
O que isso diz sobre o centro de gravidade da ADE?
A programação oficial da ADE continua cobrindo de tudo, de salas de escuta ambient a painéis sobre dance comercial e tecnologia, e esse é exatamente o ponto: é antes de tudo uma semana de negócios, depois um festival. A tomada da Awakenings funciona porque ignora essa amplitude e vende uma única proposta, sem concessões: techno do início ao fim, programado por quem organiza seu próprio festival na Holanda há mais de duas décadas.
Cinco festas esgotadas em oito, com Jeff Mills e Ben Klock ainda disponíveis, diz muito sobre onde se concentra a demanda pelo techno mais duro este ano.
Os ingressos restantes para a Opening Night, as Friday Sessions e a noite da Adriatique ainda estão à venda na própria loja da Awakenings, mas, no ritmo atual, não devem durar muito.



