Eric Prydz não toca em Manchester desde 2021. Quando o Warehouse Project finalmente o trouxer de volta em 17 de outubro, não será na sala principal da casa, onde suas produções visuais HOLO e EPIC costumam engolir o palco. Será na Concourse, a sala menor e sem celulares do WHP, pensada para uma coisa só: a música e a pista, nada mais.
Essa escolha é a verdadeira notícia. Prydz construiu sua reputação ao vivo em cima da escala: arcos de laser, hologramas, produções de tamanho arena que transformam seus sets de progressive house e techno em eventos. Voltar a Manchester numa sala reduzida depois de quatro anos de ausência soa menos como um buraco de agenda preenchido e mais como um recomeço deliberado, bem no meio de uma turnê que, no resto, aposta pesado na grandiosidade.
Como é o resto da turnê britânica?
Manchester ancora uma turnê de outono de cinco datas pelo Reino Unido: o Prospect Building em Bristol em 9 de outubro, o Iron Works de Londres em 10 (já esgotado), o GASWRX em Birmingham em 16, a Concourse em Manchester em 17 e a MK Arena em Milton Keynes em 24. Cinco cidades, uma única data deliberadamente mais íntima no meio.
Por que doze datas nos Estados Unidos e uma no ADE também importam?
A data de Manchester não é um gesto isolado, ela faz parte de uma temporada de outono realmente cheia. Uma turnê norte-americana de doze datas abre em 30 de outubro com um DJ set Hocus Pocus no Factory Town de Miami e segue até a noite de Halloween no Club Darc, em São Francisco, com inéditos prometidos nos sets. Dois dias depois do fim de sua turnê britânica, ele tem um show de destaque de quatro horas no Gashouder, uma das datas com que o ADE está vendendo sua edição de 2026. Somando tudo, Prydz alterna salas íntimas britânicas, arenas americanas e uma das salas mais respeitadas de Amsterdã em apenas seis semanas.
A proibição de celulares na Concourse torna a data de Manchester a única desta turnê pensada para a sala, e não o contrário.
Há ainda um quarto dado que mostra o quanto sua agenda já está disputada. Em 28 de agosto, Prydz subiu ao palco Apex do Creamfields, uma estrutura com capacidade para 30 mil pessoas apresentada como o maior palco principal indoor de festival do mundo, como substituto de última hora de John Summit, que havia cancelado quatro datas de festivais em agosto para proteger sua turnê de arenas CTRL ESCAPE. Prydz estreou o HOLO no Creamfields em 2022 e tocou lá sob o alter ego Pryda em 2024; tapar um buraco de 30 mil lugares com poucos dias de aviso é o tipo de contratação que só acontece quando um produtor já tem seu número na discagem rápida.
Qual é a história por trás disso?
Isolado, cada um desses anúncios é apenas uma notícia rotineira de datas de turnê. Juntos, eles desenham o retrato de um artista que, pela primeira vez em anos, varia deliberadamente de formato: salas enormes nos Estados Unidos, um show de destaque em Amsterdã, uma substituição de última hora no Creamfields e, no meio de tudo, uma única sala em Manchester pensada para tirar todo esse excesso.
Os ingressos de Eric Prydz, à exceção do Iron Works de Londres já esgotado, estão à venda para o resto da turnê britânica; a turnê norte-americana está em venda geral desde 21 de agosto.



