Eric Estornel já não faz EPs de clima único, e «Supasonic / Closer» mostra isso com clareza. Duas faixas, dois climas completamente diferentes, lançadas juntas em 30 de outubro no seu próprio selo Lone Romantic, sob o nome Maceo Plex.

O que torna as duas faixas tão diferentes?

«Supasonic» é a faixa pensada para o meio do set: fragmentos vocais distorcidos e cortados sobre uma bateria martelada, percussão nítida e um grave que não dá trégua. É progressive techno na linha clássica de Maceo Plex, implacável e feito para a pista, o tipo de faixa que existe para mover uma sala, não para fazê-la pensar.

«Closer» faz exatamente o contrário, e de propósito. Um sub-grave quente rola sob um vocal mais sombrio e um groove constante em quatro tempos, enquanto pads futuristas estendem a faixa para algo mais cinematográfico. Onde «Supasonic» empurra, «Closer» recua e deixa o espaço fazer o trabalho.

Por que dividir assim um EP de apenas duas faixas?

A maioria dos produtores teria aproximado as duas faixas, mesma paleta, mesma intensidade, uma escuta fácil do início ao fim. Estornel faz o contrário: usa o formato EP para mostrar a amplitude do que a Lone Romantic pode sustentar, um martelo e uma chama lenta no mesmo lançamento, em vez de duas versões da mesma ideia. Uma escolha pequena mas deliberada que diz mais sobre para onde ele quer levar o selo do que qualquer uma das faixas isoladamente.

A Lone Romantic construiu sua identidade exatamente sobre esse tipo de hibridação de gêneros, futurista e pronta para o clube ao mesmo tempo, e este EP leva essa lógica mais longe do que a maior parte do catálogo.

O lançamento chega no meio de um dos períodos mais intensos de Estornel em anos. «The Plan» saiu pela Ellum Audio em julho, seguido do EP «Monster» pela Rekids, além de um remix para o Empire of the Sun, tudo em poucos meses.

Por que isso importa

Para um artista com duas décadas de carreira divididas entre Maceo Plex, Maetrik e Mariel Ito, lançar um EP deliberadamente dividido no próprio selo é uma declaração sobre amplitude, não um single seguro de uma única via. Sinaliza que a Lone Romantic foi pensada para sustentar o contraste, não uma única direção.

O que pensamos

A distância entre as duas faixas é todo o atrativo aqui. «Supasonic» ganha seu lugar no pico de uma sessão, mas «Closer» é a que vai ficar nas caixas de vinil quando o hype passar, é claramente a mais interessante das duas.