O que realmente acontece nos 10 anos do MOGA?

O MOGA Festival completa dez anos nesta edição, de 30 de setembro a 4 de outubro, na cidade murada atlântica de Essaouira. O festival se divide em duas partes. O «MOGA OFF» é gratuito e acontece de 30 de setembro a 1 de outubro em 18 locais e 32 pontos locais espalhados pela medina, com 51 eventos e 30 atividades paralelas: apresentações gnaoua, oficinas de vinil, yoga, sessões de sound healing e até surf na praia ventosa da cidade. O «MOGA IN», o programa pago, ocupa o Hôtel Le Golf d'Essaouira & Spa de 2 a 4 de outubro, com Jamie Jones na sexta, The Martinez Brothers no sábado e ANOTR encerrando no domingo. O passe de três dias custa 2.000 dirhams (cerca de 207 dólares); os passes avulsos de sexta ou domingo custam 900 dirhams (cerca de 93 dólares).

Por que o lineup marroquino é a verdadeira notícia?

Eis o que importa mais que o cartaz: quase 70% da centena de artistas que tocam no MOGA IN este ano são marroquinos, segundo o Biladi. Não é o festival clássico que aluga um cenário norte-africano lindo para um lineup europeu e chama isso de sucesso: aqui a cena local é maioria na programação, não o enfeite ao redor de três headliners importados.

O MOGA sustenta essa proporção com infraestrutura de verdade. A edição de 2026 lança o MOGA PRO, uma nova frente de profissionalização criada com a associação 4S e o British Council, na forma da MOGA Academy: uma trilha em gestão de projetos culturais e produção, outra em formação de DJ e produtor. É um festival investindo em quem vai subir ao seu palco daqui a cinco anos, não só em quem vende ingresso essa semana.

Quem são os headliners e quanto custa entrar?

Os três headliners do MOGA IN representam três lados diferentes da house atual: Jamie Jones traz o som tech-house do seu selo Hot Creations, The Martinez Brothers carregam a herança deep house nova-iorquina de raiz cubana, e ANOTR encerra o festival após uma ascensão rápida pelas maiores pistas da Europa. Os três tocam no espaço do Hôtel Le Golf ao longo de três noites, ao lado de um lineup em que a maioria dos nomes são artistas marroquinos que boa parte do público house internacional ainda não conhece, o que é provavelmente o ingresso mais interessante.