A cena underground de Nova York está prestes a perder o promotor que construiu boa parte da sua agenda de festas, e não foi o fechamento de um clube nem uma briga com um proprietário que causou isso. Foi um processo judicial entre os dois homens que fundaram a empresa juntos.

Segundo a Resident Advisor, o juiz Thomas D. McLoskey, do Tribunal Superior de Nova Jersey, ordenou o encerramento total das atividades da TCE Presents, controladora da Teksupport, a partir de 7 de novembro de 2026. Parte da equipe não essencial já foi demitida. Os ativos da empresa estão congelados à espera da liquidação. Para um promotor que organizava mais de cem eventos por ano pela cidade, de noites de techno em galpões a sua parceria com a operadora britânica Broadwick Live para abrir o Brooklyn Storehouse, casa com capacidade para 5.000 pessoas, isso não é um encerramento gradual. É uma parada seca, com data marcada.

Por que Toma e Vitacco estão brigando na justiça?

A ordem de fechamento não surgiu do nada. É o resultado de uma disputa feroz pela propriedade entre os cofundadores da Teksupport, Rob Toma e Mike Vitacco, segundo a RA. Toma alega que houve uma conspiração para transferir a propriedade da empresa para longe dele. Vitacco entrou com ação contrária, alegando que foi ele quem acabou sendo afastado, e de forma agressiva. Dois fundadores, uma única empresa, e aparentemente nenhuma forma de administrá-la juntos sobrando: então um juiz fez o que eles já não conseguiam mais fazer, colocar um fim nisso.

Um juiz do Tribunal Superior de Nova Jersey ordenou o fechamento da Teksupport a partir de 7 de novembro de 2026, em meio a uma guerra judicial entre seus dois cofundadores pela propriedade da empresa.

O que os autos do processo ainda não deixam claro publicamente é quem realmente controlava o quê antes de tudo isso. É isso que a cena vai observar de perto enquanto a liquidação avança.

O que acontece agora com as festas e a equipe da Teksupport?

As consequências práticas já estão em andamento. A equipe não essencial já saiu. Os ativos da empresa estão congelados durante a liquidação, o que significa que tudo o que a Teksupport possui, de equipamentos a contratos e sua participação em casas como o Brooklyn Storehouse, será resolvido por um processo judicial, não pela decisão de nenhum dos dois fundadores. Tudo que leva a marca para no dia 7 de novembro.

Uma coisa a ordem deixa em aberto: assim que a separação for formalizada, Toma e Vitacco poderão abrir, cada um, sua própria empresa. Os bookings, as relações com artistas e agências, o know-how que transformou a Teksupport em referência em Nova York, não precisam morrer junto com a empresa. Eles simplesmente se dividem em duas estruturas menores, desde que um dos fundadores tenha o capital e a vontade de recomeçar do zero.