O que a INS LAND abriu de facto?

No seu terceiro aniversário, a 16 de junho, a INS LAND revelou três novos espaços em pleno centro de Xangai, e nenhum se parece com um clube comum. O Soul House é um bar de cocktails concebido como uma série de salas temáticas, cada uma com a sua própria história, cenografia e bebidas, a dois minutos a pé do edifício principal. O RADI, a sala-estandarte dedicada à música eletrónica, foi demolido e reconstruído maior: o interior bebe do design industrial, do modernismo e de um futurismo retro, até às referências às estações de comboio dos anos 1970 e ao U-Bahn de Berlim. O Jump é o que bate forte: um clube de alta energia erguido em torno de uma pista sobre molas, pensada para fazer o público saltar literalmente.

«Com um único bilhete, o público não visita uma sala: entra num mundo onde a experiência renasce a cada 45 dias.» Leo Liu, cofundador da INS LAND

Que dimensão tem a INS LAND agora?

A suficiente para que a palavra «clube» fique aquém. A marca gere já vinte casas inteiramente próprias e operadas por si sob um mesmo ecossistema de bilhete único, fez passar mais de quatro milhões de visitantes em 2025 e está em 12.º lugar no mundo no Top 100 Clubs da DJ Mag, 3.º na Ásia e o primeiro clube da China. Leo Liu, responsável pela marca e pelo crescimento, apresenta as novas salas como «a nossa resposta a 2026» e parte de um plano para «dar vida ao mundo dos videojogos». Uma sede em Banguecoque está prevista para 2027, e a lista de parceiros já inclui a Mercedes-Benz, a Nike, o Douyin, a Doritos e a Publicis.

Porque é que um clube de Xangai interessa a toda a cena?

Porque o calendário magoa. Enquanto a INS LAND acrescenta salas, Berlim enterra instituições e Londres perde espaços devorados pelas rendas e pela especulação imobiliária. A China construiu em silêncio o modelo que ninguém no Ocidente queria admitir que aí vinha: o clube como produto de entretenimento integrado verticalmente, financiado por marcas e reinventado a cada 45 dias, mais perto de um parque temático do que de um armazém. Quer se leia isto como o futuro, quer como tudo aquilo contra o qual a house devia empurrar, está a resultar, em grande escala, agora mesmo.